Prometida – Saga Os Qu4tro Elementos

Hoje é dia do livro!!

Para comemorar, hoje também é o lançamento do Spin-Off da Saga os Qu4tro Elementos, de Josy Stoque. Esse livro, cuja história se encaixa entre os volumes 2 e 3 da Saga. Para que a vida da princesa recém-nascida seja salva, sua alma é prometida ao Filho da Terra e destinada a servi-lo o restante de seus dias. Em seu pescoço carrega uma pedra que é o lembrete constante de que em breve se encontrará com seu senhor. No entanto, quando se depara com o desconhecido Lucca Gonçalves, Mainá Kadiwéu verá que é impossível não lhe entregar também seu coração.

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O livro está disponível apenas em formato digital, na Amazon.

Promoção! – Puro Êxtase a 2 com 70% de desconto

Adoramos uma promoção, não é mesmo? E hoje é dia de livro com desconto na Amazon. Puro Êxtase a 2, da nossa parceira Josy Stoque, está com 70% de desconto, só hoje! Aproveite para ler a continuação de Puro Êxtase, antes que o volume final da trilogia, Puro Êxtase Para Sempre, seja publicado, em dezembro.

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Prêmio Identidade Literária 2014

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O prêmio Identidade Literária surgiu a partir da vontade de divulgar nossos autores e nossas obras. Afinal, o número de novos escritores cresce a cada dia. As obras que estão sendo produzidas pelos autores nacionais tem apresentado uma qualidade cada vez melhor, não ficando a desejar em nada, em relação aos aclamados autores internacionais.

O Café com Livros apoia a literatura nacional e, por isso, tem o maior prazer de divulgar esse evento, que acontece este mês, na cidade do Rio de Janeiro. Nossa querida Josy Stoque etá concorrendo, ao lado de outros grandes autores – alguns já figurinhas carimbadas, pois sempre estão na minha lista de leitura, como Vanessa Bosso e Danilo Barbosa, cujas obras já resenhei aqui.

Vote no seu autor ou obra favoritos e ajude a difundir a nossa literatura!!

 

 

 

 

 

Resenha – Puro Êxtase a 2 – Josy Stoque

PURO_XTASE_A_2_1409851598PO livro é a continuação da trilogia Puro Êxtase. Nele, Sara Mello está em busca de sua aprovação no concurso. Com o fim do primeiro livro, encerrou-se também uma fase na vida da personagem. Por mais que tenha aprendido muito com cada experiência que teve, Sara amadureceu. Agora ela percebe que, por mais que não esteja pronta para um relacionamento sério, também não é mais o momento da diversão sem limites. Ela foi ao extremo da liberdade sexual, mas agora que já conhece seus próprios limites como mulher, acaba se concentrando mais em construir coisas mais permanentes.
Uma carreira pública parece ser a principal escolha da advogada, que abdica de vários momentos de lazer para se dedicar aos estudos. Sempre escapando dos homens de seu passado, Sara tem o desafio de aprender a ser comedida, equilibrada. Ela continua concentrada em seu próprio desenvolvimento pessoal, mas desta vez, conta muito mais com a participação das amigas, novas ou antigas, da família e de seu cachorro Jojo.
Depois de ter ficado entre a vida e a morte, devido a um atentado ainda sem explicação, Sara entende que há coisas na vida tão importantes quanto saber exatamente seu valor como mulher. Ela percebe, ao quase perder tudo, que cada momento com as pessoas de sua vida é especial e deve ser valorizado.
Nessa trajetória de crescimento, Sara acaba reencontrando Rodrigo, o homem inesquecível daqueles poucos momentos juntos. Ainda temendo qualquer tipo de proximidade emocional, Sara não consegue resistir ao enorme desejo que sente por ele – e que não diminuiu em nada mesmo depois de tanto tempo. Aparentemente Rodrigo mexe com Sara mais do que ela gostaria, provocando nela sentimentos que ela não sabe – ou não admite – nomear.
Neste segundo volume é possível conhecer mais da personalidade de Rodrigo Valente, o arquiteto que arrebatou o coração de pedra de Sara Mello. Ele viveu durante muito tempo o sonho de família de seus pais, seguiu a carreira já trilhada pelo pai, estava em um relacionamento medíocre com Jéssica. A vida perfeita por fora e infeliz por dentro.
A vida de Rodrigo não era o que ele havia sonhado e, assim como Sara no primeiro livro, descobrimos que boa parte do tempo ele se sentia frustrado e sem motivação, até que algo o faz despertar para as possibilidades do que ele poderia ter e ser. Na verdade, alguém. Sara Mello.
Eu também me perguntei, ao longo do livro, a mesma coisa que você provavelmente se perguntará ao conhecer mais da história de Rodrigo logo no começo. “Como assim? Eles ficaram juntos por alguns minutos, transaram e pronto, a vida dele nunca mais seria a mesma?” Pois é. Em uma genial inversão dos papeis literários, Josy nos mostra que apesar de estar disseminado por aí que essa história de amor à primeira vista é coisa de mulher adolescente, os homens podem muito bem passar por essa experiência.
Em diversos momentos eu questionei os sentimentos e as atitudes de Rodrigo, afirmando ser impossível que um homem de verdade agisse daquela maneira. Mas é só parar pra pensar nos homens que conhecemos e nas reações que eles tem perto das mulheres que realmente mexem com eles…
Enfim. Achei MUITO estranha a forma como Rodrigo aborda Sara e despeja sua alma, em uma mesa de bar, quando eles finalmente se reencontram. Eu já estava entregando os pontos, largando mão, quando parei pra pensar nos motivos pelos quais a autora escreveu essa cena.
Se de um lado Sara é extremamente determinada, teimosa, faz tudo do seu jeito e passou pela fase de pegar geral, Rodrigo é um cara sensível e romântico, que apesar do papel de homem sedutor que seria imposto a um ser lindo como ele, age sempre guiado pelo coração. Isso faz dele um rapaz ansioso, afobado, que sai falando tudo o que sente. Por isso a cena no bar. Por isso a Sara se assusta constantemente com ele.
Mas é justamente esse excesso de sentimentalismo que existe em Rodrigo que pode vir a ser a salvação de Sara. Ela está perdida em um mundo que enxerga frio e sem amor, mas ao se aproximar de Rodrigo em toda sua intensidade emocional, ela tem a chance de aprender novamente a ser sensível e romântica.
Puro Êxtase a 2 é a história da descoberta, por Sara, da possibilidade de unir o êxtase físico aos benefícios da cumplicidade de um relacionamento, de aprofundar sua experiência física ao derrubar as barreiras de seu coração e se entregar a uma experiência mais completa.
Como já disse, Josy inverteu deliberadamente a ordem comum das coisas, mostrando que há possibilidades na sensibilidade masculina, ao mesmo tempo em que inspira as mulheres a irem em busca do que realmente querem.
Da mesma forma como no primeiro, por várias vezes meu santo não bateu com o da Sara, mas eu conseguia entender um pouco do medo que ela sentia de se tornar vulnerável a Rodrigo, justamente pelo potencial que ele tinha de machucá-la.
Já com Rodrigo, não posso dizer que consegui me identificar. Apesar de ter plena consciência da existência de homens como ele na vida real, confesso que minhas paixonites literárias estão bem mais concentradas nos exemplares cafajestes, cretinos, arrebatadoramente lindos e com um quê de dominadores.
Sigo com Sara em seu aprendizado. Foi uma experiência igualmente prazerosa desvendar com ela tudo o que um novo relacionamento a esta altura de sua vida representaria. Por isso, não vejo a hora de ler o desfecho da trilogia e o que mais ela terá para aprender com Rodrigo. Ainda bem que dezembro logo está aí!
Nesse volume, a escrita de Josy está igualmente livre e com um ritmo excelente. A carga romântica desse livro é bem maior do que o conteúdo erótico. Mesmo sendo uma leitura mais lenta, por ter menos momentos de experiências sexuais intensas, achei um bom livro. Recomendado para quem quer desafios literários: personagens e histórias surpreendentes e enfoques nada comuns.
A revisão desse volume também foi cuidadosa. Fico feliz demais ao ler um livro o qual posso viajar sossegada na história, sem me prender à estrutura de texto como uma professora corrigindo uma prova. Voei pelas páginas e não houve tantas “paradas” para tentar entender trechos. Adorei!

Resenha – Puro Êxtase – Josy Stoque

PURO_XTASE_1400595463PO livro Puro Êxtase é o primeiro da trilogia erótica de mesmo nome, da nossa parceira, Josy Stoque. A obra conta a história de Sara Mello, uma advogada que tem que se reinventar depois do fim de seu casamento. Durante dez anos, Sara viveu uma vida medíocre, anulada pelo marido, que não a incentivava nem reconhecia seu esforço para fazer o relacionamento perdurar. Frustrada e acreditando que não tinha valor, como ele a fazia pensar, Sara sai do relacionamento sem nada. com a autoestima destruída, sem emprego, a advogada volta para a casa dos pais e passa um tempo de luto, lamentando-se pelo fim da vida a qual estava acostumada.

Porém, após semanas de tristeza, Sara decide que é hora de fazer alguma coisa por si mesma. Disposta a espantar de vez o passado de derrotas, ela quer sair para se divertir. Depois de constatar que as amigas estão em fases diferentes da vida, casadas ou com filhos, ela acaba saindo sozinha mesmo. Com a sua roupa mais sexy e toda a determinação que consegue encontrar, Sara parte para a balada. Ela quer se divertir, dançar e beber, mas é nesse bar que ela conhece Márcio, o responsável pela primeira de muitas coisas diferentes que Sara fará nesta nova fase. É no carro dele que ela se desprende de suas primeiras amarras: fazer sexo com alguém que acabou de conhecer.
Ainda avessa a compromisso sério, depois do trauma pelo qual passou, Sara investe em si mesma. Consegue um bom trabalho, busca crescer na profissão e vai em busca de um apartamento para morar sozinha. A partir daí, Sara se percebe sexy, redescobre o desejo e seu poder de sedução. Cada dia que passa é uma novidade para ela e em cada pessoa com quem se relaciona ela descobre algo mais de si mesma. Ela não tem preconceitos e está disposta a experimentar tudo que lhe é apresentado, quando se trata de prazer. Ela aprende que pode dar e receber prazer, descobre sensações novas e diferentes que a fazem, em muitos momentos, refletir sobre aspectos mais profundos do que apenas o âmbito carnal. Uma questão que sempre paira ao redor dela é justamente a foba a compromisso que ela desenvolveu. Ela não consegue aceitar que é possível se relacionar novamente com alguém sem que isso signifique que ela vai necessariamente ter o mesmo resultado que teve com o ex-marido. Por mais que as pessoas ao seu redor a digam isso, ela deliberadamente passa por cima desse tipo de questionamento e segue em busca de mais prazer, de mais novidades, de mais êxtase.
Numa dessas saídas ela encontra Rodrigo, um homem com quem ela transa no banheiro de um bar. Por algum motivo desconhecido até mesmo para ela, esse encontro é um dos mais marcantes. Ele é incrível no sexo, mas parece ter algo mais ali, que não a deixa esquecer a música que embalou o breve momento que compartilharam. Só que Sara está emocionalmente fechada, então, Rodrigo é apenas mais um com quem ela aprenderá algo de novo sobre seu corpo.
A narrativa de Josy é criativa e mistura elementos quase poéticos com sequências de sexo que não se repetem ao longo do livro, demonstrando a busca de Sara pela novidade. Sara se torna uma mulher fatal, poderosa e perigosa, que vai à luta para conseguir tudo o que quer. Ao longo do livro ela adquire uma consciência tão grande do poder que consegue exercer sobre os homens que passa a ser quase calculista na hora da sedução.
Totalmente diferente das mocinhas de livros eróticos que conhecemos por aí, Sara assume o controle e não admite que a subjuguem. Ela tem uma personalidade forte e um gênio quase intragável. Confesso que muitas vezes eu me indignei com ela e com sua inflexibilidade emocional. Depois, parei um pouco para pensar que, em alguns sentidos e guardadas as devidas proporções, Sara tem muita coisa de mim. Creio que a história por trás da história seja muito mais comum do que imaginamos, mas as características implícitas de Sara me fizeram ter bastante empatia por ela, ao mesmo tempo que, naquilo em que somos iguais, fui agressivamente repelida.
Com toda sua frustração e revolta com o casamento, Sara nos faz refletir sobre as regras que são impostas pela sociedade, as coisas em que nos fazem acreditar que são necessárias à nossa realização. Porém, assim como ela, aprendemos que a nossa realização é nossa e devemos busca-la em uma jornada de conhecimento interno, usando a ferramenta que nos for mais adequada. Para Sara, foi o sexo. Para mim, pode ser outra coisa. E hoje, depois de conhecer mais sobre essa personagem, consigo entender, um pouco mais, o conto Levanta, Princesa, A Abóbora Virou Carruagem, que não havia tido tanta aceitação da minha parte.
A linguagem é bem moderna e flui facilmente. A narrativa tem um ritmo bastante eletrizante, assim como a vida que Sara escolheu para si. As divisões dos capítulos estão bem marcadas e facilitam a leitura e o apego à história. A revisão está muito bem feita, bem diferente das obras anteriores que eu já havia comentado. Tenho o e-book, por isso não sei como ficou a diagramação do físico, mas amei a capa. Adoro cores fortes.
Ao longo da leitura eu fui ficando tensa com a quantidade de parceiros que Sara arrumava. Apesar de sempre se proteger, a personagem me deixou apreensiva por uma doença venérea, de tanto que ela saía por aí, cada dia em uma cama diferente. Cheguei a ficar meio brava, porque parecia que o livro seria apenas um relato de várias experiências de Sara, sem conexão entre si. Ainda bem que ao longo das páginas foi possível mudar essa impressão.
Até confesso que fiquei um pouco decepcionada com a pequena participação de Rodrigo na história. Por tudo que já havia ouvido a respeito da trama e dos personagens, pensei que ele fosse aparecer mais. Entendo que, para o momento da Sara e pelo desenvolvimento da história, não faria sentido se ele tivesse mais espaço na trama, mas meu lado clichezinho ficou sim esperando um final típico de conto de fadas.
No geral, a obra vale muito a pena. Mas eu só recomendo para quem sabe ler nas entrelinhas, perceber as nuances por trás do que está escancarado e que não tem preconceitos literários. Puro Êxtase é uma experiência que eu adorei viver.
E que venha a parte dois!

Resenha – Descobrindo Penelope – James Lawless

41wL1hZ6tXL._AA258_PIkin4,BottomRight,-48,22_AA280_SH20_OU32_O livro, que tive o privilégio de traduzir, é o meu primeiro trabalho no mercado literário. Fiquei muito feliz com a leitura, pois a história era boa, o que facilitava o trabalho de traduzi-lo para o português. A escrita de James Lawless é bastante elaborada e seu vocabulário rico deram um ar elegante e imponente à história de Penelope Eames, uma escritora, que resolve se mudar para a Espanha para tentar dar continuidade ao romance que precisava escrever, em razão do contrato com a sua editora.

Ela encontra na Costa del Sol um local onde pode ficar a sós com seus pensamentos, um apartamento com uma vista privilegiada e uma vizinhança pouco convencional. Apesar disso, ela acaba fazendo amizade com Gwen, uma mulher mais velha que também é estrangeira e vive de um modo que Penelope insiste em tentar compreender, mas dificilmente consegue.

Penelope tem um histórico familiar complicado, que é um dos motivos para seu exílio. A mãe, falecida em razão do alcoolismo, o irmão viciado em drogas, todos vítimas do abuso verbal e do comportamento desleal do pai, um professor universitário que não hesitava em humilhá-los. Ela tem que se livrar de seus fantasmas para conseguir escrever, mas nesse meio tempo, enquanto tenta se refazer de seu passado, conhece Ramón, um professor espanhol que atrai sua atenção e, a partir de uma amizade que se constrói lentamente, mas cheia de sinceridade, descobre que tem sim direito ao amor.

Entretanto, nada é tão simples para ela. Seu irmão resolve aparecer na Espanha e pedir-lhe abrigo, o que vai fazer seu castelo de cartas desmoronar rapidamente, pois ele logo se envolve com o misterioso Charlie Eliot, de quem Ramón insiste que ela mantenha distância. É nesse momento que Penelope, além de ter que encontrar dentro de si a história de seu livro, deve escolher qual caminho seguir, sendo que um deles a poderá afastar definitivamente do amor que havia finalmente encontrado.

Gostei muito da leitura, da forma como a história se desenvolve. A trama tem poucos diálogos, mas somos envolvidos na história de Penelope enquanto ela se perde em seus próprios pensamentos, ao observar, como verdadeira escritora, tudo o que acontece ao seu redor. O mistério que envolve Charlie Eliot e o dilema entre o que Penelope quer e o que precisa fazer amarram a atenção do leitor até a última página. Recomendado para quem gosta de romances com alto conteúdo psicológico.

Resenha – Trilogia Cinquenta Tons de Cinza – E. L. James

 

CINQUENTA_TONS_DE_CINZA_1339188103PCINQUENTA_TONS_DE_LIBERDADE_1339189198PCINQUENTA_TONS_MAIS_ESCUROS_1339188616PEu relutei bastante em escrever uma resenha sobre essa trilogia, já que, quando li os livros, os blogs estavam bombando com resenhas, das mais diversas opiniões. Mesmo com o anúncio da adaptação da história para o cinema, as resenhas continuavam pipocando de um lado par ao outro… Depois de algumas pessoas terem perguntado minha opinião sobre a obra, achei interessante resenhar aqui no blog também.

Eu sempre gostei muito de ler, mas desde o tempo da faculdade estava muito parada. Fiquei desatualizada e durante alguns anos, mesmo depois de ter me formado, não tirava tempo para ler, nem mesmo nas folgas do estudo para concursos. O comodismo tomou conta e, durante muito tempo eu não estava tão habituada assim a ler, por mais que tivesse a estranha mania de comprá-los. Foi nessa época que me falaram dos livros e, então, como eu estava ficando curiosa demais, entrei de cabeça no universo do CEO mais famoso dos últimos tempos. Daí, não parei mais… foram diversas séries e livros e eu voltei definitivamente para o mundo das letras!

Li os três livros em duas semanas. Comi a história, me apaixonei pelo Sr. Grey, com todas as esquisitices que podem existir em um personagem como ele. Não me identifiquei tanto com a Ana, mas consegui, como muitas mulheres, entender a moral por trás da história e a justificativa para os motivos de Christian levar a vida daquela maneira. Enfim.

Não é o melhor cenário para uma vida amorosa, se formos tomar apenas a questão do BDSM, mas é bom ressaltar que, ainda que bizarra, esta prática sexual é consensual e segundo as diversas pesquisas que fiz – e outras leituras do gênero – tudo é esclarecido e acordado entre as partes.

Sendo assim, não acho válido o questionamento de violência doméstica que tomou conta das piadas por aí. Se ambos querem, não há questionamentos. E isso fica bem claro na história.

Isso sem falar que, como disse, ao ler outros romances do gênero, é fácil perceber que o BDSM foi apenas um aspecto desse livro. Ele não foi considerado como na verdade acontece (e como está retratado em tantas outras obras, como Amos e Masmorras, da Lena Valenti) e em boa parte da história foi suavizado, para que o romance, que era o verdadeiro objetivo da história, ficasse em evidência. É perceptível que ao longo dos três livros, o BDSM vai se tornando cada vez menos presente conforme a relação dos protagonistas se desenvolve. E tem todo um motivo para que a trama se desenvolvesse dessa maneira, que é a razão do livro e o motivo pelo qual é recomendável a sua leitura.

Cinquenta Tons de Cinza é o que fez sucesso. É o livro que fez a mulherada despertar para a leitura, seja ela de romances de banca ou de outros estilos. É a obra que jogou de lado a vergonha e colocou em evidência uma série de autores que antes ficavam restritos a serem lidos às escondidas, no escuro, sem poder falar sobre o assunto. Hoje em dia, lê-se o que quiser, onde quiser.

Cinquenta Tons de Cinza veio trazer luz a um mercado altamente lucrativo que é a literatura para mulheres. É comum atualmente ver, nas redes sociais e em conversas casuais, discussões entre as mulheres, sobre o seu personagem favorito, comparações com os homens que conhecem (coitados dos homens reais!) e ainda, uma recomendando leitura à outra, o que faz as vendas de romances do gênero aumentarem a cada dia.

Junte-se a isso os benefícios às mulheres de um modo geral, que antes tinham que ter vergonha do que desejavam e agora podem se espelhar em Ana e em tantas outras mocinhas literárias para dar voz ao que querem de seus companheiros. Sei de muitas mulheres que aprenderam a falar sem tabus com seus parceiros sobre o que as agrada e o que as desagrada no sexo e, ainda, a serem mais positivas quanto ao que desejam.

Recomendo a leitura da trilogia, a todos que querem ler ser reservas ou preconceitos e também a todos que querem ser mordidos pelo bichinho da leitura, pois tenho certeza que depois dessa experiência, você não vai mais querer parar de ler.

 

 

Resenha – Saga Harry Potter – J. K. Rowling

HARRY_POTTER_E_A_PEDRA_FILOSOFAL_1389761588PHARRY_POTTER_E_A_CAMARA_SECRETA_1343592468PHARRY_POTTER_E_O_PRISIONEIRO_DE_AZKABAN_1343592651PHARRY_POTTER_E_O_CALICE_DE_FOGO_1343592881PHARRY_POTTER_E_A_ORDEM_DA_FENIX_1343593292P

 

 

 

 

HARRY_POTTER_E_O_ENIGMA_DO_PRINCIPE_1343593517P

HARRY_POTTER_E_AS_RELIQUIAS_DA_MORTE_1343593859PDepois de vários anos da publicação do último livro da Saga e de vários anos da publicação do último filme, eu resolvi começar a ler Harry Potter.

Milhões de spoilers e centenas de trechos de filmes depois (nunca vi passar tanto Harry Potter na televisão paga quanto nos dias em que eu estava lendo os livros), finalmente cheguei ao fim.

Gostei muito dos livros, mas como se trata de uma temática já exaustivamente explorada pelos demais blogs literários, resolvi fazer uma resenha só para a coleção inteira. Assim, evito spoilers para quem ainda não leu – o que acho difícil, mas como eu, podem haver outros na mesma situação.

A narrativa tem uma estrutura básica que, em toda a saga, deixa a coisa meio previsível. Não em todos os momentos, nem em todos os livros, já que muitas revelações acontecem ao longo da história, principalmente nos últimos volumes. Porém, como se trata de um livro escrito para adolescentes que foram crescendo junto com os personagens, é fácil identificar algumas pistas que a autora deixa sobre os mistérios que serão revelados mais para o final da história.

A estrutura, principalmente até o quarto livro, enfoca muito o ambiente de Hogwarts, a escola de magia e bruxaria onde Harry Potter e seus amigos estudam. Boa parte das aventuras acontece ali, mas também há uma excelente ambientação do leitor em um cenário acadêmico que é bastante parecido ao ensino tradicional.

Detenções, lições de casa, aulas, provas e a biblioteca, além da bibliografia e da grade de horário que são bem incutidas na mente de quem lê. Como disse outro dia, caso aquelas matérias existissem, seria bem provável que as perguntas da prova fossem as que a autora escreveu nos livros.

Porém, em vários livros, já é de se esperar que algo aconteça bem no começo da história, quando o Harry ainda estaria na casa dos tios. Mas depois que ele chega a Hogwarts, a trama passa por um momento de calmaria, com diversos temas paralelos, onde se explorava aquele ambiente acadêmico e a vida pessoal dos personagens, seus relacionamentos amorosos e de amizade, seus conflitos adolescentes e os questionamentos comuns até mesmo a quem não tem o dom da magia. É só no último quarto do livro que todos os acontecimentos convergem para um conflito, que é o clímax da história.

Confesso que boa parte dos livros eu lia o meio bem rápido, pra chegar logo na parte mais emocionante. Talvez esse seja o lado ruim de ler os livros fora da época certa, na idade para o qual foram escritos. Mas, de qualquer forma, a saga tem seus méritos.

Gostei muito da caracterização dos personagens, da ambientação tanto do mundo mágico como do mundo comum e também da forma como a autora apresentou toda a hierarquia daquele mundo, com sua política, seus integrantes, o Ministério com todas as suas leis, os livros que eram constantemente citados.

A construção do universo de Harry Potter é magnífica e nos faz crer que aquele mundo retratado ali, poderia existir daquela forma. Não é criado como se fosse algo inatingível, pelo contrário, é uma maneira fictícia, mas palpável, de criar um mundo que poderia ser. Entendo que seja nisso que a autora ganhou a confiança e a admiração de tantas pessoas ao redor do mundo. Inclusive a minha.

Acabei a leitura e descobri a casa a que pertenceria e, quando vi, estava dando uma de Chapéu Seletor e selecionando as pessoas ao meu redor nas casas de Hogwarts. Estou morrendo de vontade de tomar cerveja amanteigada e andar no Expresso de Hogwarts depois de fazer algumas comprinhas no Beco Diagonal. Recomendado para quem gosta de histórias fantásticas, que não se importa em ler um livro para crianças e que se deixa levar pela magia que não existe, mas com a qual é bom sonhar de vez em quando.

Resenha – Estrela – Josy Stoque

ESTRELAO livro é uma nova versão do mito da Deusa da Lua, com uma roupagem moderna e várias outras coisas que só lendo para vocês saberem! Dos livros que li da autora, este foi um dos que mais me agradou. Ele é diferente do estilo que ela costuma escrever, é um conto de fadas com um estilo poético e romântico.

Apesar de gostar muito da literatura atual, principalmente daquelas que fogem do clichê, ou que dão à conhecida fórmula desse estilo literário uma roupagem diferenciada, não posso negar que a mitologia sempre me agradou, desde criança. Li diversas adaptações de mitos, mas confesso que não conhecia o mito da Deusa da Lua até ler Estrela.

No livro, Eliano é o príncipe do reino de Áster, uma terra que vive em relativa paz, embora se tenha conhecimento de ameaças externas como os bárbaros, mencionados ao longo da história. Eliano é o sucessor do rei Nélio, mas ainda que tenha que cumprir uma série de obrigações protocolares, não é do tipo de nobre que se vale de sua condição para se aproveitar das pessoas. Pelo contrário, ao querer viver uma vida comum demais, conquista a amizade de um dos cavaleiros reais, Eraldo, que o ajuda sempre que pode.

Eliano está diante de um grande dilema, pois devido à sua idade, precisa casar-se, o que leva seu pai a cobrá-lo constantemente disso, ainda que seja um casamento de conveniência. Romântico, ele acredita que o melhor a fazer é casar por amor e, num determinado momento, acaba conhecendo aquela que faz seu coração bater de um jeito diferente: Selena.

O que ele não esperava é que ela fosse proibida a ele. Sacerdotisa do templo do deus sol, Selena não poderia se casar com ninguém, a não ser, caso necessário para a manutenção da linhagem sacerdotal, com o sacerdote do templo. Selena também se apaixona por Eliano, o que torna as coisas ainda mais complicadas. Além dessa proibição, Selena ainda carrega outros segredos em sua alma, que podem causar dor e destruição às pessoas de Áster.

A narrativa é leve e ao mesmo tempo recheada de poesia, de uma forma que até os momentos mais tensos parecem estar envoltos pela luz primordial. A história não é simplesmente uma forma diferente de contar a mesma história. Josy usou toda a sua criatividade para incrementar o mito e criar uma história bem mais elaborada e complexa, que tomou rumos inesperados, pelo menos para mim.

O texto é muito bem escrito, a estrutura da história é muito bem montada, com a divisão em livros que marcam momentos chave da trajetória das personagens. A linguagem elaborada convive muito bem com o estilo moderno da autora e com a reverência que uma história sobre deuses requer. Além disso, os elementos criados pela autora, com base no mito original dão um ar de aventura e mistério a esse romance épico.

Josy acertou muito nessa história! Para mim, esse gênero literário caiu muito bem com o estilo de escrita dela e arrisco dizer até que poderia fazer ainda mais sucesso se investisse também em outras obras com a mesma aura de fantasia. Recomendo muito a leitura, principalmente para uma viagem de férias, um feriado prolongado sob o edredom e uma caneca quente de capuccino.

Resenha – Desastre Iminente – Jamie McGuire

DESASTRE_IMINENTE_1374606915PO livro Desastre Iminente conta a história de amor de Abby e Travis, narrada em Belo Desastre, desta vez pelo ponto de vista de Travis, o mocinho que deixou todas as leitoras com a maior ressaca literária de todos os tempos.

Apesar de ser a mesma história, somos guiados totalmente pelo ponto de vista dele e podemos, com isso, conhecer os fatos e pensamentos a que não tínhamos acesso quando ainda estávamos lendo a história pelo ponto de vista de Abby.

Travis continua o mesmo impetuoso de sempre, com o comportamento explosivo que fez a mulherada acabar com as unhas e temer pelo pior sempre que alguma briga acontecia entre o casal. Embora possa parecer um relacionamento doentio e sem futuro, ao conhecermos mais a vida e o passado de Travis, podemos entender boa parte de seu comportamento e perceber seus motivos, que nem sempre pareciam justos em Belo Desastre.

Até mesmo pelo fato de ser o ponto de vista de um homem, a forma da narrativa muda. O texto é mais objetivo, sem deixar de ser emocionante. O primeiro trauma da vida do rapaz é a morte da mãe. E é a partir de uma estrutura familiar desajustada – o pai acaba virando alcoólatra e incumbindo o irmão, Thomas, da criação dos demais garotos – que Travis molda sua vida e promete que quando encontrasse o amor de sua vida, nunca deixaria de lutar por ele.

O ciúme e a possessividade de Travis se justificam por sua insegurança em relação aos sentimentos de Abby. Ele faz de tudo para conquistar e preservar o relacionamento deles, ao seu modo, tentando esconder a sua fragilidade emocional por trás de um temperamento bastante impulsivo.

Pela perspectiva de Travis a história ganha mais elementos e mais corpo. Ao mesmo tempo em que somos capazes de entender o jeito de Travis, em Desastre Iminente, Abby nos deixa, por assim dizer, um pouco irritados. Ela se esconde, se afasta, se isola em suas próprias razões e parece extremamente cruel em boa parte do tempo, fria e esquisita.

Confesso que fiquei com um certo receio ao ler esse livro, pois como havia gostado muito do primeiro, bateu aquele medo de ser decepcionada pelo segundo. Fui bastante surpreendida pela forma como a autora narrou a mesma história de um jeito novo e igualmente emocionante. Em alguns momentos achei que o segundo livro foi ainda melhor que o primeiro e, definitivamente, consegui me apaixonar ainda mais pelo Travis. Em todo momento tinha que repetir para mim mesma que ele não existe…

É um livro altamente recomendado para quem gosta de romance, tensão, conflitos, mocinhos com pegada. Bom para ler em qualquer hora do dia, desde que haja tempo para ler o livro todo de uma vez… não dá vontade de parar!